Livro ensina a ter vida mais organizada e feliz

Cruzei-me com o Livro da Vicky “Comece pela gavetas das meias” pela primeira vez há meses atrás quando passeava na Fnac, mas só foi mais recentemente que o comprei e comecei a ler.  A Vicky é conhecida por ser a organizadora das celebridades, tendo sido durante mais de 10 anos assistente pessoal de muitos nomes conhecidos, ente eles, a cantora e apresentadora britânica, Lilly Allen. Hoje em dia, tem uma longa lista de espera de pessoas a solicitarem os seus serviço. Para o comum do mortal como nós, resta-nos conhecer os seus métodos através do livro.

A base da filosofia de organização da Vicky é a seguinte: se tivermos um casa organizada, isso naturalmente se estenderá a outras aspetos da nossa vida. Através de  tarefas simples, como arrumar a gaveta das meias, poderá alcançar um nível saudável de organização em toda a sua casa e como consequência, um novo estado mental. Mais calmo e sereno.

Como podemos começar? A Vichy foca muito na questão de “Vida Simples”, referindo que não se trata de minimalismo, mas sim de um estilo de vida organizado e despretensioso, um estado de espírito mais calmo e equilibrado. E isto significa na prática o que? Porque se forem donas de casa, mães e trabalhadoras a tempo inteiro como eu e vivem o vosso dia-a-dia num constante correria, começo a ter dificuldade em encontrar o meu momento zen atrás de uma pilha de roupa ou loiça por lavar. Mas a Vicky dá exemplos e muito claros. Imagine a sua vida como o menu de um restaurante. Uma longa lista de pratos e opções, que só lhe criam confusão e indecisão. Pois o mesmo pode acontecer na sua casa (e na sua vida). Se abrir uma gaveta e também se debater com  escolhas infinitas, vai sentir essa mesma frustração.

Ler os primeiro capítulos do livro é um verdadeiro reality check e deixa-nos a pensar em muitas cosas.

O desapego é início de tudo. E existem uma série de razões que nos levam a encher a nossa casa de pertences e a Vicky enumera 4 razões e apresenta um método para cada uma dessas razões. aqui vos deixo com um resumo:

1. Ligações sentimentais. O problema? Herdei isto. Eu tenho móveis em casa que herdei dos meus pais, e isto de que a Vicky fala é mesmo verdade. Aquele sentimento de aceitar objetos porque herdamos, mesmo sem gostar ou ter espaço para eles. Esta sensação de impotência, leva a uma frustração muito grande. Imaginem ter em casa um objeto que cada vez que olham para ele em vez de vos dar uma sensação de paz e calma, deixa-vos chateados e irritados? A Vicky aqui sugere:

  • Guarde apensas os objetos que realmente adora e que sente terem um lugar em sua casa.
  • Em relação aos objetivos que lhe fazem sentir remorsos quando pensa em separar-se deles, mas que não têm, obviamente, um lugar em sua casa pergunte-se: é do meu agarrado? Gosto realmente dele? Tenho espaço para isto? Vou usá-lo? Outras pessoa poderia obter prazer dele?

2. A culpa de gastar. O problema? Gastei o meu valioso dinheiro nisto! Quantas vezes não nos sentimos culpados por ter gasto dinheiro em objetos que depois não usamos? E não precisa ser nada muito caro, mas basta sentir que o peso da desilusão de termos caído na tentação. As sugestões da Vicky passam por:

  • Identifique os objetos que comprou, mas raramente ou nunca usou e coloque-os numa caixa ou num saco. Aceite a culpa ligada ao dinheiro.
  • No dia seguinte, desfrute do espaço que criou. Já sem sentir culpa, pode concentrar-se no resultado positivo que conseguiu.
  • Remova os objetos da sua casa o mais depressa possível – de preferência no próprio dia.
  • Para evitar futuras más aquisições, nunca faça compras à pressa e tente afastar-se das compras online ou na loja, antes de se comprometer em comprar.

3. Ficar com um objeto para uma eventualidade. O problema? isto pode vir a dar jeito um dia… Ui! quantas vezes não temos coisas a mais a pensar que um dia vai acontecer isto ou aquilo. Eu sofro muito com isto em relação à roupa. Já muitas vezes quis-me desfazer de peças, mas depois volto atrás porque penso que um dia pode voltar a estar na moda. Resultado: continuam no meu armário, sem serem usadas. As sugestões da Vicky para este problema passa por:

  • Não deixe que a sua casa se torne um armazém para as coisas que tenciona das aos outros.
  • Compare o valor dos objetivos com o valor que atribui ao espaço que eles ocupam.
  • Não guarde muitas “peças sobresselentes” – geralmente pode arranja-las com facilidade quando precisar delas.
  • Considere um alugar equipamentos, em vez de comprar.
  • Seja sincero consigo próprio e visualize o espaço sem os objetos.

4. Num mundo ideal. O problema? Eu devia estar a usá-lo! Isto é tão comum. Eu própria já fui vítima disto. Quantos de nós não temos equipamentos de ginásio, ou aquela cadeira de fazer massagens, que na altura nos pareceu uma boa compra, mas que só chegamos a utilizar uma ou duas vezes? Neste caso, a Vicky sugere:

  • Dê ao equipamento uma última oportunidades, pondo-o numa posição de destaque para encorajar o seu uso.
  • Livre-se da culpa de ter algo que não vai usar.
  • Ofereça coisas que não usa e saboreie essa alegria.
  • Tenha cuidado ao investir em equipamento para novos passatempos; primeiro, peça-o emprestado ou alugue-o, se possível.

Ler esta primeira parte do livro fez-me pensar, e muito, sobre a minha própria casa e como também tenho que pôr em prática algumas destas sugestões. Por isso, e como já partilhei convosco no Facebook, para muito breve vamos ter mudanças cá em casa. Partilharei com vocês o que muda.

Continuarei a partilhar as dicas da Vicky à medida que avançar na leitura do livro. E espero que isto vos inspire também a olhar para a vossa casa e a fazer mudanças.

Para quem quiser ler comigo, aqui fica a informação do Livro: “Comece pela Gaveta das Meias”, da Vicky Silverthorn com Emma Cooling. Editora Nascente, com chancela 20|20  Editora. Compre o Livro.

Boas leituras e Boas arrumações!

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